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Treinadores do Brasil torcem por Dunga?

Comportamento elegante cabe em quase todas as situações. E não é preciso ser um PHD em diplomacia para exercer com talento esse instrumento de comunicação. É verdade que elegância é um dom pessoal e dizem que é como o talento, algo que você pode aprimorar.

É possível ser gentíl e não ser afetado na linguagem. Em uma entrevista, por exemplo, quando o entrevistado responde a qualquer pergunta com inteligência e uma bem dosada contundência, a conversa fica saborosa.

Kaká foi um craque da última entrevista coletiva. Falou sobre a bola da Copa, esculhambada nos últimos dias e produzida por um dos seus patrocinadores. Disse que em todas as competições importantes as bolas são criticadas e é verdade. É um novo equipamento, como um novo computador, um moderno gravador, uma câmera com novos recursos. É sempre uma novidade. O ideal é uma adaptação ao novo instrumento e as seleções tiveram tempo para isso. Se não fizeram, foi falta de planejamento. Agora correm atrás do tempo perdido.

Trombou com elegância com um jornalista argentino quando o hermano perguntou onde está o futebol alegria. Kaká lembrou que alegria é vencer a Argentina, alegria é erguer a taça, alegria é vencer.

Eu não concordo com isso… Quero vitória com futebol alegre, bonito, enchendo os olhos. Afinal, o futebol brasileiro é ou não é o melhor e mais bonito? Ou é uma falácia? Ou estamos só entre os mais fortes?

Eu quero que a Seleção vença sempre. Mas só vou aplaudir com entusiasmo se a Seleção arrancar suspiros da plateia. Caso contrário, irei comemorar com moderação.

Quando alguém perguntou sobre a opinião de Dunga, afirmando que “os 300 jornalistas brasileiros que estão aqui torcem contra a seleção”, Kaká novamente mostrou ponderação, cautela, respeito e, acima de tudo, inteligência.

Falou que não crê nisso: generalizar é uma grande bobagem. Kaká sabe que isso é coisa de quem abraça permanentemente a teoria da conspiração. Aquela história de que “todos estão contra mim…”.

Eu prefiro achar que Dunga e Jorginho estejam falando isso para “motivar” os jogadores. É uma conversinha conhecida e lembra um treinador o que há décadas colocava recortes de críticas da imprensa sobre o prato dos jogadores na hora do almoço. Ele achava que isso fazia o seu time jogar mais… Essa “tática” de jogar times contra a imprensa não foi criada pelo professor Dunga, ele só está utizando essa antiga “arma”…

E se alguém perguntasse ao professor Dunga se ele acha que todos os técnicos brasileiros estão torcendo pelo seu insucesso. Estão ou não estão? O que responderia o professor Dunga?

E você, o que acha? Os treinadores estão torcendo pela consagração do professor Dunga ou não?

 

WANDERLEY NOGUEIRA

 

 


Seleção não pode ter medo de gente

“Não é que a nossa Seleção seja fechada, mas temos controle melhor para todos trabalharem. Há momentos em que a equipe precisa de privacidade para tentar as coisas no treinamento. Se tem muita gente ao redor, ele não arrisca muito”. Esse foi um trecho da última entrevista do professor Dunga.

Ora, é o próprio Dunga que tem dito, insistentemente, que chamou um grupo de jogadores vencedores. Todos experientes, consagrados, vacinados, calejados. Com esse perfil, nenhum jogador se sente intimidado pela presença do público.

O que a Seleção Brasileira deveria ter a coragem de dizer é que quer treinar em paz, em silêncio. Só isso. É simples. Pode até sugerir que lugar de torcida é nos estádios, assistindo pela Tv, ouvindo rádio. Torcida e treinamento nunca dá um bom tempero.

Jornalistas podem acompanhar os treinamentos, eles não fazem barulho. Ah! Mas Dunga tambem não quer a presença constante da imprensa. Tudo bem, é um direito dele. Pode alegar que a Seleção sente-se melhor sem estranhos ao trabalho por perto. Tá bom, é um estilo.

Só não pode insinuar que a presença de pessoas provoca constrangimento nos jogadores. Se for verdade, é assustador. Levando-se em conta a caminhada profissional dos jogadores, não arriscar num treinamento porque estão sendo observados, é motivo de grande preocupação.

É no treinamento que o jogador deve tentar o incerto, enfrentar a possibilidade de perigo , não ter receio de exposição e correr riscos. É no treinamento que deve ser utilizada a repetição, é nela que se alcança um bom rendimento. Treinamentos frouxos geralmente produzem jogos decepcionantes.

Não quero crer que a Seleção tenha medo de gente. Se for isso, Dunga deveria dizer o que um professor disse a um aluno que alegava ter essa dificuldade: “eu também sentia esse medo. O segredo é não dar bola, enfrentar os olhares. Se alguém criticar um erro, mostre que não sabe mesmo, mas tenta saber”.

Imaginar a Seleção como um time tímido é algo impensável. Até porque timidez é superável, basta treinamento.

 

WANDERLEY NOGUEIRA

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Escrito por Administrator   
Sex, 09 de Julho de 2010 00:00

O Mundial é uma competição curta e é claro que Joachim Löw tomou a decisão correta. Ganhar ou perder é do esporte, mas levando os jogadores que estão mais afiados no período do torneio, as chances de sucesso crescem.

O técnico alemão disse que levou os jovens porque eles estavam vivendo um melhor momento antes do Mundial.

Romário disse na África que “aquele que é melhor hoje não quer dizer que será melhor em 2014″.

O tempo serve para isso e aos poucos vão surgindo vozes importantes falando o que quase ninguém apoiava.

Faz tempo que a Seleção Brasileira tem adotado essa bobagem de “família tal” e o grupo que começa tem de ir até o final da Copa. Quando o técnico age dessa forma, é elogiado e chamado de “coerente”.

O treinador de plantão quer mostrar fidelidade e parceria.

Pode até dar certo, mas o ideal é levar os que estão em melhor forma no período da Copa do Mundo.

Depois que a competição passa, muita gente começa a perceber o óbvio.

Parece algo tão fácil de entender, não é? Mas não é esse o critério que vem sendo adotado.

Os treinadores se orgulham de dizer que “começamos com um grupo e fomos com ele até o final”.

Os que passam por decadência técnica continuam sendo convocados.

Aqueles que vivem bons momentos, são esquecidos. Não fazem parte da tal “família”.

E ao longo do “processo”, coitado de quem sugere que o treinador leve os melhores do momento.

O atrevido é acusado de “torcer contra” e “não apoiar o trabalho do professor” de plantão.

Já imaginaram se o novo treinador da Seleção Brasileira insistir nesse padrão de conduta?

A CBF já deu ordens para que ocorra a renovação.

Se o contratado às pressas pela CBF convocar uma nova “família” e seguir com ela até 2014, a chance do Brasil não ser campeão é enorme. Erros do passado servem para apontar coisas que podem ser evitadas no futuro.

Tomara que o futuro treinador, contratado com açodamento pela CBF, perceba que montar o time hoje para o Mundial de 2014 é uma estupidez.

Mas, quanto maior a estupidez, maior a arrogância. Tomara que o novo comandante não seja arrogante. Siga os conselhos de Joachim Löw e Romário, professor…


WANDERLEY NOGUEIRA

Última atualização em Seg, 12 de Julho de 2010 18:50
 
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Escrito por Administrator   
Sex, 25 de Junho de 2010 00:00
A Seleção Brasileira chegou às oitavas de final do Campeonato Mundial.

Empate, sem gols, diante de Portugal.

Cumpriu a obrigação.

Com toda a badalação que envolve a Seleção do Brasil, ninguém no mundo esperava menos.

Foi a chamada operação padrão. O futebol? Fraco.

Aqueles que pensam só em resultados e vitórias acima de tudo, devem estar vibrando.

Mas, imagino, os que pregam qualidade não devem estar muito satisfeitos.

Tenho quase certeza de que os mais exigentes não tiveram nem entusiasmo para usar a vuvuzela.

Tomara que contra o Chile tudo seja diferente. É um fiel “freguês” de quase um século.

Se depender do retrospecto é vitória certa: 65 jogos, 46 vitórias, 12 empates e 7 derrotas.

Em mundiais (62 e 98) o Brasil marcou oito gols e sofreu três.

Pedir qualidade é pedir muito ?

 
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Escrito por Administrator   
Seg, 21 de Junho de 2010 00:00

“…Quando o Mundial terminar, um manda o outro para o inferno e, pronto, acabou “.  

Felipão acha que durante a competição um deve tolerar o outro.

Quando o Mundial acabar, Seleção de um lado e imprensa do outro.

Discordo do bom Scolari. Ouvi dizer que o inferno é assustador.

Dunga mandou todo mundo para o inferno em 90 e não acabou.

Em 94, erguendo a taça, o capitão Dunga mandou todos para, digamos, o inferno. E não acabou.

Na França, Dunga não esqueceu de mandar o pessoal para o inferno. E não acabou.

O professor Dunga desse jeito vai lotar o inferno.

É verdade, também, que por lá sempre cabe mais um.

Depois de mais uma discussão com um jornalista, Dunga mandou todos que estavam na sala, para o inferno.

Não foi só para o inferno, não…mas aquele  subterrâneo é, entre todos, o lugar mais escolhido quando Dunga resolve mandar alguém.

Ah! Mas ele não mandou todo mundo pra lá, dirão os menos atentos.

Quando ele disse que o secretário geral da FIFA não tinha o direito de falar da bola pelo fato de nunca ter jogado futebol, o recado foi para todos os jornalistas do planeta. Ele sabia que Jerome Valcke é jornalista.

Na última entrevista, quando xingou Alex Escobar, era um xingamento extensivo a todos…

O mastigamento do próprio fígado não tem fim para Dunga.

Para o treinador da Seleção, pelos indícios, essa trituração com seus dentes, não acabará tão já…

Mas, vamos voltar ao destino indicado: o inferno.

Quando a Copa do Mundo acabar, com o Brasil campeão ou não, há lugares muito mais atraentes e adequados para refletir o desastre ou a consagração.

Já imaginaram? Ir para o inferno e encontrar milhões e milhões de demônios por perto.

Só falta passar por lá um ônibus, com a mensagem “Lotado. O Brasil inteiro está aqui dentro”.

Pessoas atormentadas, martirizadas… Todas misturadas com jornalistas, treinador e jogadores.

Derrotados ou vencedores, todos no inferno, não dá… Eu não aceito a sugestão do professor Scolari.

Pelo que dizem, o inferno é muito desorganizado, muito confuso.

Alguns estudiosos afirmam que no inferno todo mundo é desassosegado e inquieto.

Quer saber? Acho até que quem adora apontar o inferno como destino pós-mundial não vai se sentir bem por lá.

Nenhum dos lados vai adorar aquelas profundezas.

Felipão deveria ter sugerido um churrasco pós-mundial.

Claro, cada lado numa churrasqueira distante. Não no inferno.

Há comentários de que no inferno o churrasco não é dos mais agradáveis e a carne queima com muita facilidade.

Última atualização em Sáb, 26 de Junho de 2010 21:23
 
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Escrito por Administrator   
Seg, 21 de Junho de 2010 00:00

Portugal está vibrando. Sorrisos em todos os pontos e fados.

Sete gols num Campeonato Mundial não é comum. Vale mesmo comemorar.

Amanhã é outro dia. Hoje, o torcedor português tem motivos para ficar emocionado.

Corretamente, a imprensa portuguesa abre manchetes: “Joga bonito!”, “Pronto, viraram o frasco!”, “Portugal enche a barriga após jejum”.

Fernando Pessoa, em seu poema Felicidade, recomenda que:

“Se estiver tudo certo, continue”.

“Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas”.

“Se achar que precisa voltar, volte!”

“Se perceber que precisa seguir, siga!”

“Se estiver tudo errado, comece novamente.”

“Se estiver tudo certo, continue.”

“Se sentir saudades, mate-a.”

“Se perder um amor, não se perca!”

“Se o achar, segure-o.”

Eu não vi quando o Brasil aplicou uma goleada desse porte numa Copa do Mundo.

Foi em julho de 1950, contra a Suécia, 7 a 1. Faz tempo.

Será que ainda verei? Tomara…

 

WANDERLEY NOGUEIRA

 

Última atualização em Sáb, 26 de Junho de 2010 21:24
 
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Escrito por Administrator   
Sáb, 26 de Junho de 2010 21:20

Há avisos dispensáveis.

Alguns, são curiosos.

Em uma caixa de remédio, “Tome uma cápsula três vezes ao dia por via oral”, em um cordão de luzes de Natal, “Somente para uso interno ou externo”, em uma caixa de tachinhas, ” Não engula. Pode causar irritações “, em uma placa rodoviária, “Cuidado! Água na estrada durante a chuva”, e, na entrada de um cemitério do interior de São Paulo,”Só tem direito de serem sepultados , aqui, os mortos que vivem nesta cidade”.

Mas, às vezes a gente fica pensando… Mesmo assim, eu deveria ter avisado.

Ah! Isso todo mundo sabe, mas é melhor esse tipo de excesso do que a omissão.

Quando eu digo na redação que o nível de criatividade da Seleção Brasileira é quase nulo, poucos se importam.

A resposta mais rápida é “o futebol mudou e não permite romantismo. O que interessa é vencer”.

Eu ainda tento encaixar “mas, até quando? É preciso corrigir esse futebol vazio.”

No dia seguinte a discussão vai continuar, sem dúvida…com avisos de todos os lados.

Mas, vamos falar do futuro, avaliando o passado.

Eu mesmo já falei muito sobre as maluquices que fazem com o dinheiro. Quando se monta um mundial de futebol ou Olimpíada, mas sempre aparece uma informação para aumentar a preocupação.

Os jogos de Pequim consumiram 40 bilhões de dólares e várias instalações construídas com o dinheiro já estão fechadas.

Um jornalista canadense disse que depois que realizou os Jogos em 1976, Montreal ficou 30 anos pagando dívidas.

Todos sabemos como está o “legado” deixado pelos Jogos Panamericanos de 2007, no Rio de Janeiro.

Não foi só a Olímpiada de 2004 que quebrou economicamente a Grécia, mas ajudou com os 15 bilhões de dólares gastos com o evento.

Os estádios da África do Sul são muito bons e depois da Copa se incorporarão à manada de Elefantes Brancos esparramados pelo mundo.

O que pensar do Brasil em 2014? E os gastos para 2016?

O que for feito com dinheiro privado, é problema do investidor.

Ele correrá o risco de ir à falência ou ficar ainda mais rico.

Mas o que é feito com o meu (nosso) dinheiro eu tenho a obrigação de ficar preocupado.

E avisar, mais uma vez, não custa nada…

Mas, reconheço ,há avisos idiotas ou engraçados encontrados numa consulta à internet, como um cartaz na borda da piscina de um luxuoso clube paulista depois de terem contratado um forte e bonito salva-vidas:

“Pede-se às senhoras e senhoritas que solicitem o salva-vidas somente se estiverem realmente para se afogar”.

Mas, avisar não machuca…

 
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kaka
O jogador Kaká em jogo do Brasil na final contra Bélgica em 2008 às vésperas de receber seu contrato para sair do brasil
http://enfiadasdebola.blogspot.com/2008/07