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Portugal 1 X 0 Brasil
Esse não será, provavelmente, o resultado do jogo entre brasileiros e portugueses na Copa do Mundo.
Vamos falar sobre como agiu a Seleção Brasileira e como se comportou a seleção portuguesa nesse período africano de preparação.
O Brasil deixou sua concentração e foi enfrentar Zimbábue e Tanzânia. Ganhou alguns milhões de dólares de países comprovadamente paupérrimos.
Com a sua presença apoiou governos corruptos e enalteceu um mega ditador. A Seleção Brasileira enfrentou viagens aéreas inoportunas e uma troca brusca e perigosa de temperatura. E é claro que o aproveitamento técnico nos dois jogos foi nenhum.
Portugal fez amistosos pertinho da sua concentração e encerrou a sua preparação enfrentando Moçambique sem fazer nenhum tipo de deslocamento. E como bom exemplo pagou cachê para o time adversário.
É isso, pagou para jogar contra Moçambique, um país marcado por guerras, guerrilhas e grandes desvios financeiros.
Porém, nesse caso, Portugal não ajudou a tirar dinheiro dos moçambiquenses.
Nesse ato de preparação, Portugal ganhou.
WANDERLEY NOGUEIRA
Dunga não perdoa. Chuta!
Sempre fui tratado com respeito pelo Dunga. Todas as entrevistas que fiz com ele foram francas, muitas de suas respostas são duras, contundentes, agradáveis para a maioria dos leitores e ouvintes. O público, normalmente, gosta de entrevistado que responde atravessado
Jamais o ofendi pessoalmente. Discordo da sua convocação, do futebol que o time joga e da postura de estar sempre preparado para a tragédia quando tem entrevistas pela frente. Só isso.
É verdade, ele gera uma imagem de um homem ferido, magoado, machucado, irritado, sem humor, metódico, impaciente e vítima permamente de perseguição.
Você pode gostar ou não do Dunga, mas ele não é sem sal. Ele tem sal e vinagre. Com ele, dificilmente tem entrevista sem uma paulada em alguém, especialmente na imprensa.
Assim que Dunga assumiu a Seleção Brasileira, eu o convidei para um programa especial na Jovem Pan, em um pequeno auditório para 100 pessoas (lotado) e ele não deixou uma pergunta sem resposta. Respondeu as perguntas dos torcedores e as minhas. Saiu aplaudido.
Discordei da convocação final da Seleção Brasileira. Continuo achando que metade do grupo poderia ser substituída por outros que estão vivendo um melhor momento técnico. Seria uma Seleção melhor.
Discordar dele e de seus métodos é uma coisa, torcer pela derrota da seleção é outra completamente diferente. Felizmente a maioria dos leitores entende dessa maneira.
Desde 1990, a qualidade técnica da Seleção Brasileira vem caindo. Péssima em 90, ganhou em 94 sem emocionar. Em 98, comemorou antes da final e dançou. Em 2002, título conquistado e de novo, na minha opinião, sem jogar bem. Lembre-se que em 2002, a Turquia ficou em terceiro lugar e a Coreia do Sul em quarto. Em 2006, um grande fracasso.
Então, fica claro que Dunga não é culpado de tudo.
Mas o professor Dunga não esquece a carga de críticas que recebeu ao longo da carreira e tem mágoa permanente da mídia. Ele acha, e já disse, que todos são seus inimigos e querem seu fracasso. E torcem pelo tropeço da Seleção Brasileira. Nada disso, grande bobagem.
À favor dele, prefiro pensar que é uma tática do Dunga. É só para que os jogadores que formam a Família Dunga lutem por ele, joguem por ele, sofram por ele. Afinal, ele foi leal levando todo o grupo.
Andei investigando e descobri que o secretário-geral da Fifa, Jeróme Valcke, é jornalista. Trabalhou na televisão francesa, foi diretor de esportes do Canal +, foi diretor do Sport +, também francês. Enfim para Dunga, está contaminado. Uma vez jornalista, sempre jornalista.
E como jornalista, quem é Jeróme Valcke, para dizer que os jogadores não deveriam reclamar da bola? Imagino que quando Dunga soube do passado de Valcke , ele saboreou. Passou a lingua nos lábios.
Quando Dunga disse que ele nunca chutou uma bola e vem dar palpites sobre uma. Manda ele vir aqui e tentar dominar a bola. Não sabe nada , a resposta foi diretamente para Jeróme Valcke, mas, para Dunga, vale para todos os jornalistas esportivos vivos no mundo.
Coitado do Jeróme Valcke, que apanhou por todos nós
WANDERLEY NOGUEIRA
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- O jogador Kaká em jogo do Brasil na final contra Bélgica em 2008 às vésperas de receber seu contrato para sair do brasil
http://enfiadasdebola.blogspot.com/2008/07



