Comentários
Coitada da Espanha... ela joga bonito
A Espanha continua com a mania que adotou nos últimos anos: jogar bonito. E , além disso, insiste em fazer muitos gols. Quem acha que o que importa é ganhar e que beleza é para poetas e românticos deve ter achado uma chatice acompanhar a impiedosa vitória dos espanhóis sobre os poloneses.
Claro, a Polônia não vive um bom momento no futebol, mas participou de sete mundiais, está no 58º lugar no ranking da Fifa e alguns dos seus jogadores foram respeitados, como Lato e Deyna.
Mas, outras seleções atualmente amarguradas não foram atropeladas por adversários chamados de grandes forças. A seleção da Espanha jogou fácil, bonito
futebol alegre, entusiasmando seus torcedores. As informações mostram que os espanhóis tiveram em torno de 20 mil pessoas a cada treinamento.
O torcedor espanhol, nesse momento, deve mesmo estar entusiasmado. Tem motivos pra isso.
O futebol, como a vida, é feito de momentos. Vale , hoje, saborear o futebol da Fúria. A seleção da Espanha escolheu o seu caminho. Ela está vivendo plenamente e ela determinou a sua opção. Os espanhóis preferiram o futebol sorriso, aquele que faz o seu torcedor ter os seus olhos brilhando, suspirando, acreditando que o título mundial pode chegar.
Ah, esse futebol bonito não passa de cenografia. É vazio, não vai levar a conquista alguma, dirão os amantes do futebol brucutu. Para eles, o que fica para a história é quem leva a taça.
Se eu fosse espanhol, estaria brindando aquilo que a minha seleção ofereceu na despedida, antes do Mundial.
O torcedor espanhol sentiu emoção e sabe definir porque sentiu. Amanhã? É outro dia
hoje, ele foi feliz.
Caíram Zimbábue e Tanzânia. Que venha a Coreia do Norte
A Seleção Brasileira jogou claramente com intenção de não sofrer nenhuma contusão. Nenhuma dividida, nenhum choque, nenhum risco. Sofrer uma contusão agora seria trágico para qualquer jogador. Isso justifica plenamente a cautela dos jogadores brasileiros. Acho que sobre esse comportamento estamos todos de acordo. Finalmente.
Mas vale questionar a validade de um amistoso em que o adversário não pode fazer faltas. Alguns dizem que a Seleção precisa jogar, não pode enferrujar. Será que tem alguma importância técnica ter pela frente, num país distante, a anêmica seleção da Tanzânia?
O time africano jogou 24 horas antes pela Copa Africana. E perdeu. Um bom e inteligente treino entre titulares e reservas seria muito mais proveitoso. O professor Dunga poderia parar o jogo-treino várias vezes, corrigir posições, repetir jogadas, alertar nos momentos certos, dar recados audíveis e até fazer inversões de funções ou inverter jogadores nas equipes.
Ah, o importante é vencer, dirão os ufanistas de plantão. Nem que o adversário seja o 108º do ranking da Fifa, desgastado fisicamente, com um treinador brasileiro fazendo seu último jogo e tendo como valor da maior transferência interna de jogadores a polpuda importância de R$ 76 mil.
Zimbábue e Tanzânia não resistiram. Que venha a Coreia do Norte
WANDERLEY NOGUEIRA
|
|||||||||||
|
«InÃcioAnterior123PróximoFim» |
|||||||||||
| Página 1 de 3 | |||||||||||
- O jogador Kaká em jogo do Brasil na final contra Bélgica em 2008 às vésperas de receber seu contrato para sair do brasil
http://enfiadasdebola.blogspot.com/2008/07



