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Rede de Intrigas

Hoje ninguém sabe qual será o estádio de São Paulo na Copa do Mundo de 2014.

Há um claro processo de alimentação de dúvidas, indefinições e inseguranças.

A diretoria do São Paulo está perdida, não sabe qual o volume financeiro que vai pedir aos bancos.

Sonhava com a abertura do Mundial e já percebeu que isso se transformou em pesadelo.

Os dirigentes do São Paulo recebem, publicamente, apoios oficiais. E são torpedeados nos bastidores.

Lá pelos lados do Morumbi, ninguém mais acredita na solidariedade de todos os níveis governamentais.

O São Paulo continua batendo de porta em porta querendo a confirmação do seu estádio. Atualmente, qualquer coisa serve: quartas de final, oitavas de final, semifinal.

O presidente do São Paulo aparentemente não dará ouvidos aos conselheiros que desejam a desistência de um negocio que vai “jogar o clube num mar de dívidas”.

O grande temor da diretoria do São Paulo, agora, é a construção de um novo estádio na capital.

O comitê da cidade de São Paulo diz que ainda não perdeu as esperanças de receber abertura no Morumbi.

Da África chega a informação de que a Fifa pensa seriamente em excluir o Morumbi da Copa de 2014 e pode fazer isso até o final do mês.

O presidente do Corinthians há muito tempo tempo diz que o Morumbi não será sede do Mundial e a sua previsão parece que está muito próxima da confirmação. O Corinthians quer que o seu futuro estádio represente a cidade no Mundial. Mas, que estádio? O Piritubão.

Algumas autoridades dizem que o Piritubão é para 2020. Tem cheiro de uma tática protelatória com a intenção de diminuir a pressão sobre o assunto.

O presidente do Santos falou que foi procurado por uma pessoa importante da Prefeitura de São Paulo para saber se o clube estaria disposto a mandar clássicos no Piritubão. E respondeu que via a possibilidade com bons olhos.

Os olhos do presidente da FPF tambem brilham com a possibilidade de um novo estádio em São Paulo. O prefeito da cidade diz que apoia o Morumbi e ao mesmo tempo uma pessoa importante da sua administração faz consultas para futuros interessados no Piritubão. Interessante.

Uma notícia aqui, outra ali. Há até um notinha dizendo que, usando helicóptero, o prefeito da cidade visitou Ricardo Teixeira, mostrando um Plano B para a Copa de 2014.

Na Câmara Municipal, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, no BNDES, o assunto está nas mesas, nos corredores e bastidores.

São milhões e milhões de dólares para serem abocanhados, por muitas mãos, de todas as cores e tendências. E com esse cenário, infelizmente, é raro ter regras ou ética.

E essa verdadeira rede de intrigas vai aumentar.

 

WANDERLEY NOGUEIRA

 


Copa 2014, Vanuatu é aqui

Era quase madrugada e a TV Câmara estava apresentando o programa “Expressão Nacional”. Os convidados eram os deputados Silvio Torres, Gilmar Machado, além do assessor especial do Ministério do Esporte, Alcino Reis Rocha e o ministro do Tribunal de Contas da União, Valmir Campelo.

O assunto era a Copa 2014. Confesso que tinha intenção de assistir apenas alguns segundos, mas exceto Silvio Torres, os demais estavam defendendo com tanto entusiasmo o Mundial 2014 que eu resolvi assistir. E valeu a pena.

Gilmar Machado, Alcino Reis Rocha e Valmir Campelo são grandes esgrimistas das palavras. Hábeis, lustrosos, ensaboados… Conseguiriam, certamente, vender terrenos em alto mar. É apenas uma figuração de linguagem, claro.

Eles acharam tantos pontos positivos com a realização do Mundial 2014 no Brasil que quase eu acabei convencido que, logo logo, bateremos Vanuatu, uma pequena ilha que lidera o índice de felicidade no mundo.

E um emendava o discurso do outro, mais ou menos assim “grande observação deputado Gilmar! Bem lembrado assessor Alcino! Detalhe perfeito ministro!”. E assim o sonho de 2014, com controle total de despesas e fiscalização rigorosa tentava invadir o meu cérebro.

Mas quando eles começaram invadir o campo do delírio, fiquei arrepiado.

Eles, juntos, começaram a enaltecer o legado deixado pelos Jogos Pan-Americanos 2007, a correção das contas e concluiram. “Só ganhamos 2016 quando as autoridades viram a nossa competência em 2007?. Aí, o meu mundo caiu.

Depois disso, tudo sumiu da minha mente. Vanuatu evaporou. Foi duro, desliguei a TV, tentei dormir e não tive sucesso.

E eles? Será que conseguiram dormir?

 

WANDERLEY NOGUEIRA

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Escrito por Administrator   
Sex, 09 de Julho de 2010 00:00

O Mundial é uma competição curta e é claro que Joachim Löw tomou a decisão correta. Ganhar ou perder é do esporte, mas levando os jogadores que estão mais afiados no período do torneio, as chances de sucesso crescem.

O técnico alemão disse que levou os jovens porque eles estavam vivendo um melhor momento antes do Mundial.

Romário disse na África que “aquele que é melhor hoje não quer dizer que será melhor em 2014″.

O tempo serve para isso e aos poucos vão surgindo vozes importantes falando o que quase ninguém apoiava.

Faz tempo que a Seleção Brasileira tem adotado essa bobagem de “família tal” e o grupo que começa tem de ir até o final da Copa. Quando o técnico age dessa forma, é elogiado e chamado de “coerente”.

O treinador de plantão quer mostrar fidelidade e parceria.

Pode até dar certo, mas o ideal é levar os que estão em melhor forma no período da Copa do Mundo.

Depois que a competição passa, muita gente começa a perceber o óbvio.

Parece algo tão fácil de entender, não é? Mas não é esse o critério que vem sendo adotado.

Os treinadores se orgulham de dizer que “começamos com um grupo e fomos com ele até o final”.

Os que passam por decadência técnica continuam sendo convocados.

Aqueles que vivem bons momentos, são esquecidos. Não fazem parte da tal “família”.

E ao longo do “processo”, coitado de quem sugere que o treinador leve os melhores do momento.

O atrevido é acusado de “torcer contra” e “não apoiar o trabalho do professor” de plantão.

Já imaginaram se o novo treinador da Seleção Brasileira insistir nesse padrão de conduta?

A CBF já deu ordens para que ocorra a renovação.

Se o contratado às pressas pela CBF convocar uma nova “família” e seguir com ela até 2014, a chance do Brasil não ser campeão é enorme. Erros do passado servem para apontar coisas que podem ser evitadas no futuro.

Tomara que o futuro treinador, contratado com açodamento pela CBF, perceba que montar o time hoje para o Mundial de 2014 é uma estupidez.

Mas, quanto maior a estupidez, maior a arrogância. Tomara que o novo comandante não seja arrogante. Siga os conselhos de Joachim Löw e Romário, professor…


WANDERLEY NOGUEIRA

Última atualização em Seg, 12 de Julho de 2010 18:50
 
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Escrito por Administrator   
Sex, 25 de Junho de 2010 00:00
A Seleção Brasileira chegou às oitavas de final do Campeonato Mundial.

Empate, sem gols, diante de Portugal.

Cumpriu a obrigação.

Com toda a badalação que envolve a Seleção do Brasil, ninguém no mundo esperava menos.

Foi a chamada operação padrão. O futebol? Fraco.

Aqueles que pensam só em resultados e vitórias acima de tudo, devem estar vibrando.

Mas, imagino, os que pregam qualidade não devem estar muito satisfeitos.

Tenho quase certeza de que os mais exigentes não tiveram nem entusiasmo para usar a vuvuzela.

Tomara que contra o Chile tudo seja diferente. É um fiel “freguês” de quase um século.

Se depender do retrospecto é vitória certa: 65 jogos, 46 vitórias, 12 empates e 7 derrotas.

Em mundiais (62 e 98) o Brasil marcou oito gols e sofreu três.

Pedir qualidade é pedir muito ?

 
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Escrito por Administrator   
Seg, 21 de Junho de 2010 00:00

“…Quando o Mundial terminar, um manda o outro para o inferno e, pronto, acabou “.  

Felipão acha que durante a competição um deve tolerar o outro.

Quando o Mundial acabar, Seleção de um lado e imprensa do outro.

Discordo do bom Scolari. Ouvi dizer que o inferno é assustador.

Dunga mandou todo mundo para o inferno em 90 e não acabou.

Em 94, erguendo a taça, o capitão Dunga mandou todos para, digamos, o inferno. E não acabou.

Na França, Dunga não esqueceu de mandar o pessoal para o inferno. E não acabou.

O professor Dunga desse jeito vai lotar o inferno.

É verdade, também, que por lá sempre cabe mais um.

Depois de mais uma discussão com um jornalista, Dunga mandou todos que estavam na sala, para o inferno.

Não foi só para o inferno, não…mas aquele  subterrâneo é, entre todos, o lugar mais escolhido quando Dunga resolve mandar alguém.

Ah! Mas ele não mandou todo mundo pra lá, dirão os menos atentos.

Quando ele disse que o secretário geral da FIFA não tinha o direito de falar da bola pelo fato de nunca ter jogado futebol, o recado foi para todos os jornalistas do planeta. Ele sabia que Jerome Valcke é jornalista.

Na última entrevista, quando xingou Alex Escobar, era um xingamento extensivo a todos…

O mastigamento do próprio fígado não tem fim para Dunga.

Para o treinador da Seleção, pelos indícios, essa trituração com seus dentes, não acabará tão já…

Mas, vamos voltar ao destino indicado: o inferno.

Quando a Copa do Mundo acabar, com o Brasil campeão ou não, há lugares muito mais atraentes e adequados para refletir o desastre ou a consagração.

Já imaginaram? Ir para o inferno e encontrar milhões e milhões de demônios por perto.

Só falta passar por lá um ônibus, com a mensagem “Lotado. O Brasil inteiro está aqui dentro”.

Pessoas atormentadas, martirizadas… Todas misturadas com jornalistas, treinador e jogadores.

Derrotados ou vencedores, todos no inferno, não dá… Eu não aceito a sugestão do professor Scolari.

Pelo que dizem, o inferno é muito desorganizado, muito confuso.

Alguns estudiosos afirmam que no inferno todo mundo é desassosegado e inquieto.

Quer saber? Acho até que quem adora apontar o inferno como destino pós-mundial não vai se sentir bem por lá.

Nenhum dos lados vai adorar aquelas profundezas.

Felipão deveria ter sugerido um churrasco pós-mundial.

Claro, cada lado numa churrasqueira distante. Não no inferno.

Há comentários de que no inferno o churrasco não é dos mais agradáveis e a carne queima com muita facilidade.

Última atualização em Sáb, 26 de Junho de 2010 21:23
 
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Escrito por Administrator   
Seg, 21 de Junho de 2010 00:00

Portugal está vibrando. Sorrisos em todos os pontos e fados.

Sete gols num Campeonato Mundial não é comum. Vale mesmo comemorar.

Amanhã é outro dia. Hoje, o torcedor português tem motivos para ficar emocionado.

Corretamente, a imprensa portuguesa abre manchetes: “Joga bonito!”, “Pronto, viraram o frasco!”, “Portugal enche a barriga após jejum”.

Fernando Pessoa, em seu poema Felicidade, recomenda que:

“Se estiver tudo certo, continue”.

“Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas”.

“Se achar que precisa voltar, volte!”

“Se perceber que precisa seguir, siga!”

“Se estiver tudo errado, comece novamente.”

“Se estiver tudo certo, continue.”

“Se sentir saudades, mate-a.”

“Se perder um amor, não se perca!”

“Se o achar, segure-o.”

Eu não vi quando o Brasil aplicou uma goleada desse porte numa Copa do Mundo.

Foi em julho de 1950, contra a Suécia, 7 a 1. Faz tempo.

Será que ainda verei? Tomara…

 

WANDERLEY NOGUEIRA

 

Última atualização em Sáb, 26 de Junho de 2010 21:24
 
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Escrito por Administrator   
Sáb, 26 de Junho de 2010 21:20

Há avisos dispensáveis.

Alguns, são curiosos.

Em uma caixa de remédio, “Tome uma cápsula três vezes ao dia por via oral”, em um cordão de luzes de Natal, “Somente para uso interno ou externo”, em uma caixa de tachinhas, ” Não engula. Pode causar irritações “, em uma placa rodoviária, “Cuidado! Água na estrada durante a chuva”, e, na entrada de um cemitério do interior de São Paulo,”Só tem direito de serem sepultados , aqui, os mortos que vivem nesta cidade”.

Mas, às vezes a gente fica pensando… Mesmo assim, eu deveria ter avisado.

Ah! Isso todo mundo sabe, mas é melhor esse tipo de excesso do que a omissão.

Quando eu digo na redação que o nível de criatividade da Seleção Brasileira é quase nulo, poucos se importam.

A resposta mais rápida é “o futebol mudou e não permite romantismo. O que interessa é vencer”.

Eu ainda tento encaixar “mas, até quando? É preciso corrigir esse futebol vazio.”

No dia seguinte a discussão vai continuar, sem dúvida…com avisos de todos os lados.

Mas, vamos falar do futuro, avaliando o passado.

Eu mesmo já falei muito sobre as maluquices que fazem com o dinheiro. Quando se monta um mundial de futebol ou Olimpíada, mas sempre aparece uma informação para aumentar a preocupação.

Os jogos de Pequim consumiram 40 bilhões de dólares e várias instalações construídas com o dinheiro já estão fechadas.

Um jornalista canadense disse que depois que realizou os Jogos em 1976, Montreal ficou 30 anos pagando dívidas.

Todos sabemos como está o “legado” deixado pelos Jogos Panamericanos de 2007, no Rio de Janeiro.

Não foi só a Olímpiada de 2004 que quebrou economicamente a Grécia, mas ajudou com os 15 bilhões de dólares gastos com o evento.

Os estádios da África do Sul são muito bons e depois da Copa se incorporarão à manada de Elefantes Brancos esparramados pelo mundo.

O que pensar do Brasil em 2014? E os gastos para 2016?

O que for feito com dinheiro privado, é problema do investidor.

Ele correrá o risco de ir à falência ou ficar ainda mais rico.

Mas o que é feito com o meu (nosso) dinheiro eu tenho a obrigação de ficar preocupado.

E avisar, mais uma vez, não custa nada…

Mas, reconheço ,há avisos idiotas ou engraçados encontrados numa consulta à internet, como um cartaz na borda da piscina de um luxuoso clube paulista depois de terem contratado um forte e bonito salva-vidas:

“Pede-se às senhoras e senhoritas que solicitem o salva-vidas somente se estiverem realmente para se afogar”.

Mas, avisar não machuca…

 
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kaka
O jogador Kaká em jogo do Brasil na final contra Bélgica em 2008 às vésperas de receber seu contrato para sair do brasil
http://enfiadasdebola.blogspot.com/2008/07