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Dunga imita Coreia do Norte e fecha ainda mais a Seleção
Para qualquer ditador, o regime político da Coreia do Norte é um sonho dourado. A mídia, por exemplo, é uma das mais controladas do mundo. Lá, nada é dito, visto ou publicado sem que os órgãos de segurança autorizem. Não há jornais privados; rádios e emissoras de TV estão sob controle estatal.
Só são permitidas noticias que enalteçam o regime. Quase todas as informações que chegam à população norte-coreana são distribuídas pela Agência Central de Notícias da Coreia do Norte. Uma discussão, por exemplo, entre dois ministros jamais alguém ficará sabendo.
A seleção norte-coreana está se preparando para Mundial nos últimos seis meses. É o grupo que teve mais tempo para trabalhar. E sempre em silêncio. Entrevistas? Nem pensar. Nem em dia de folga, que ninguém sabe se existe.
Se um jogador conceder uma improvável rápida entrevista, na pausa entre uma e outra meditação, será duramente punido. Talvez tenha de pedir perdão diante de todos os outros disciplinados companheiros. O selecionado tem sido extremamente competente para despistar a imprensa inimiga. Fez muitos jogos amistosos e poucos souberam. Informava que jogaria num país e entrava em campo em outro.
Jornalista para a seleção norte-coreana é sinônimo de espião. E todos torcem contra. A seleção da Coreia do Norte inverte horários de treinamentos, impede a entrada de torcedores e, claro, mantém a imprensa distante e sem informação. E por ordem do ditador é preciso retaliar.
Alguns jornalistas deram notícias negativas ao regime e um raro treino que seria aberto foi cancelado. É uma punição aos inimigos da imprensa. O ditador deve estar pensando. Assim eles vão aprender a só dar notícias agradáveis.
Se dois jogadores discutirem, ninguém saberá. O episódio será transformado em segredo imediato e só o ditador Kim Jong-il (filho do ditador eterno Kim Il-Sung) será informado. Ele sabe de tudo, decide tudo, dá a palavra final.
E esse controle total tem dado certo. Depois de 44 nos, a tão enclausurada Coreia do Norte volta a disputar a Copa. E segundo um dos jornais de Pyongyang o nosso presidente disse que temos condições de voltar com o título. E acreditamos nele.
Se a seleção tiver sucesso na competição, esse estilo de organização vai prosseguir para a Copa de 2014. Mas, se ocorrer algum tropeço, a seleção da Coreia do Norte deverá inspirar-se nos ensinamentos da Eritreia que, segundo a ONG Repórteres sem Fronteiras, está classificada como o pior ambiente para a mídia no mundo.
A Coreia do Norte enfrenta o Brasil. Aliás, após atrito entre jogadores divulgados pela imprensa brasileira, Dunga resolveu cancelar treino aberto e fechou para a imprensa.
WANDERLEY NOGUEIRA
Cartola língua solta perde um dinheirão
Muitos estádios brasileiros serão construídos ou reformados quase que inteiramente visando 2014.
Vários clubes sonham em vender o direito de patrocinadores colocarem seus nomes nos estádios.
Por exemplo, a empresa A batiza o estádio B com o seu nome e paga milhões de dólares.
A ideia é ótima, mas no Brasil não vai funcionar.
Qual o patrocinador que vai investir milhões e milhões para batizar o Maracanã, o Morumbi, o Pacaembú , o Piritubão, o Fielzão , a Arena Palestra Itália e tantos outros? Nenhum.
E o motivo é simples: ninguém vai deixar de chamar os estádios pelos nomes já conhecidos.
Todas as praças esportivas já têm nome e algumas que não foram construídas, já estão batizadas.
Você lembra de mais algum estádio que de nenhuma maneira será conhecido por outro nome?
Esse é mais um erro estratégico da cartolagem brasileira.
Na Inglaterra, os dirigentes do Arsenal guardaram segredo, prepararam tudo para a construção do estádio, a sua localização, maquetes e todos os demais detalhes.
Quando apresentaram a nova arena ela já veio com o nome Emirates Stadium. A companhia aérea pagou um dinheirão, mas está valendo a pena.
Será que a Emirates pagaria alguma coisa se antes mesmo de ser construído\reformado o estádio fosse chamado de Arsenalzão?
Os dirigentes do Arsenal conseguiram grande receita vendendo o nome do estádio porque souberam segurar a língua. Para os dirigentes do futebol brasileiro, segredo é aquele negócio que vai rolando de ouvido em ouvido
WANDERLEY NOGUEIRA
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- O jogador Kaká em jogo do Brasil na final contra Bélgica em 2008 às vésperas de receber seu contrato para sair do brasil
http://enfiadasdebola.blogspot.com/2008/07



