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Morumbi 2014: Forças contrárias estão de olho em novas obras
2014 - O Morumbi está sendo fritado. A nossa conversa de ontem provocou reações. A diretoria do São Paulo afirmou que está tentando escalar o Everest. Diz que passo a passo está escalando todas as dificuldades. Tem quase certeza que dentro do prazo de 30 dias, conseguirá as garantias financeiras exigidas pela Fifa para realizar todas as obras necessárias e deixar o estádio pronto para a semifinal. Conseguirá?
Os dirigentes do São Paulo lembram que a única cidade do País que atende a todas as exigiências de infraestrutura estabelecidas pela Fifa é São Paulo e os principais itens estão programados para a região do Morumbi. Garantem que o tão comentado legado efetivamente existirá em São Paulo. João Paulo de Jesus Lopes, importante dirigente são-paulino, afirma que estádio aprovado para semifinal, tem condições de receber abertura ou encerramento.
Mas, apesar desta demonstração de confiança, a diretoria do São Paulo sabe que são poderosas as forças que não querem o Morumbi como sede da Copa do Mundo em São Paulo. A pergunta foi inevitável: quem não quer? Desviando o olhar e com um leve sorriso, a resposta veio rápida: Ora, é quem deseja construir um novo estádio, aquele que está torcendo para participar de uma obra de R$ 600 milhões. Esse luta contra o Morumbi, sem dúvida.
Mas, qual o nome do grande opositor às pretensões do São Paulo?
Não, não sem nomes. Estou falando de uma forma genérica. Mas há muitos interessados na exclusão do São Paulo. Mas não vencerão.
E os chamados co-irmãos? Estão contra o Morumbi?
A gente entende os adversários, os outros clubes não deve ser agradável ver um arquirrival ter o seu estádio apontado para ser sede de uma Copa do Mundo. Fica sempre um pontinha de ciúmes. Mas esses a gente entende. Esses não têm interesses inconfessáveis.
João Paulo de Jesus Lopes fala sobre uma conversa com o pré-candidato à presidência , José Serra:
O governador me perguntou se o São Paulo deixaria o estádio em ordem para a Copa do Mundo. Eu disse que o presidente Juvenal Juvêncio atenderia todas as exigências da Fifa e o estádio estaria pronto. E o governador Serra disse: muito bem, ótimo. Eu estou apoiando o esforço do São Paulo.
E ontem, o pré-candidato José Serra disse: o Palmeiras tem o seu estádio, o Corinthians deveria se esforçar para ficar com o Pacaembu e o São Paulo tem o seu estádio. E o Morumbi deverá ser o estádio da cidade de São Paulo na Copa de 2014?.
Abertura da Copa do Mundo 2014 no Morumbi? A decisão caberá à Fifa, depois de ouvir a CBF.
E é esse o grande temor do São Paulo
WANDERLEY NOGUEIRA
Copa 2014: o Morumbi está sendo fritado
Não acredite nos discursos conciliatórios dos dirigentes do São Paulo e dos demais envolvidos no processo de escolha do palco de abertura do Mundial 2014. A diretoria do São Paulo sabe que os principais atores, com razoável poder de decisão, não estão ao lado do Morumbi.
Os pronunciamentos são favoráveis quando feitos em público , mas em particular queimam o filme do estádio Cícero Pompeu de Toledo. Os cartolas tricolores desde o primeiro momento lutavam pela abertura da Copa 2014 no Morumbi e hoje já sentiram que no máximo receberão jogos da fase semifinal. O chamado prêmio de consolação, sem sal
Há quem diga que estádio que pode receber semifinal tem condições de ser palco do jogo de abertura do Mundial. Pode sim, mas só se for dispensado um pacote de exigências da Fifa quando se trata de cerimônia de abertura. E, até agora, a entidade não demonstra ter boa vontade com o São Paulo
Há alguns dias, o clube foi informado que, finalmente, o seu projeto atende os jogos semifinais, mas é preciso apresentar em até 30 dias garantias financeiras para a realização das obras. O clube está acuado.
Se não oferecer, oficialmente, a certeza de que terá recursos nas mãos, o estádio será riscado dessa fase da competição. Dirigentes do São Paulo afirmam que conseguirão vencer mais esta dificuldade. É bom esperar. Comenta-se nos bastidores que muita gente influente continua tentando atrapalhar os planos do clube, truncando empréstimos.
O São Paulo sabe que não conta com o empenho da CBF e da FPF. E dos políticos, qualquer apoio é inconfiável. Há mais de dois séculos o inglês Philip Chesterfield já dizia os políticos não conhecem nem o ódio, nem o amor. São conduzidos pelo interesse e não pelo sentimento. O comportamento pregresso dos muitos figurões que apoiaram o São Paulo não recomenda credibilidade.
No atual estágio das discussões, o São Paulo pretende aceitar qualquer coisa desde que não seja construído um outro estádio na cidade. É esse, hoje, o grande temor de Juvenal Juvêncio e seus companheiros. Outro estádio na cidade? Nem pensar, pensam os tricolores.
Até o mais ufanista dirigente são-paulino admite que são remotas as chances de o Morumbi sediar a abertura do Mundial 2014. Só uma radical mudança de rota na atual situação poderia reverter o quadro. É quase impossível. A cúpula são-paulina sente o forte calor da fritura
WANDERLEY NOGUEIRA
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- O jogador Kaká em jogo do Brasil na final contra Bélgica em 2008 às vésperas de receber seu contrato para sair do brasil
http://enfiadasdebola.blogspot.com/2008/07



