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Milagre: a bola é um sucesso!
Certamente, Michel Bastos deve estar adorando a coitada da Jabulani, a bola da Copa. Falta bem cobrada, alvo certeiro e velocidade perfeita, precisa. Não há do que ele reclamar Mesmo com o péssimo gramado do estádio de Zimbábue. Incrível, que rápido entrosamento com a personagem mais criticada do momento.
E o gol de Robinho? Chute seco, a bola não escapou dos seus pés e foi outro gol bonito. Enfim, os autores dos gols não tem nenhuma reclamação a fazer. Se, em algum momento, surgir uma crítica, será a crítica vazia.
Continuo com a opinião de que a bola será crucificada pelos goleiros que sofrerem gols e pelos jogadores que perderem gols. Chute torto? Culpa da bola. Incrível gol perdido? Culpa da bola. Goleiro sendo vencido? A bola vem toda torta.
Não importa quem fabrica a bola de uma competição, ela sempre é atacada por profissionais que não são patrocinados pela marca detentora dos direitos. Há uma nítida dose de briga de mercado e vários atletas agem como instrumentos de ataque. Os principais fabricantes de materiais esportivos gastam milhões em pesquisas e é ingênuo pensar que colocariam na praça, em uma Copa do Mundo, um produto sem rigoroso controle de qualidade.
Quando um jogador diz que não está adaptado à bola, é correto. Mas isso não é nenhuma tragédia. A adaptação é possível de ser atingida com rapidez e sem escândalos publicitários. E a bola não é novidade, faz muitos meses que ela está sendo chutada pelo mundo.
Mas e o jogo contra Zimbábue? Sem nenhum valor técnico ou tático. Seria muito mais válido titulares x reservas na Africa. O professor Dunga aproveitaria melhor sua avaliação. Os jogadores não sofreriam nenhum desgaste de viagem e todas as demais vantagens de não sair de uma concentração.
E você, gostou da bola?
WANDERLEY NOGUEIRA
A CBF perdeu a chance de dizer não
O Brasil é o primeiro colocado no ranking da Fifa, tem alguns dos mais valorizados jogadores do mundo, cinco títulos mundiais e a sua Confederação de Futebol está incluída entre as mais ricas do mundo. Seus contratos publicitários geram milhões e milhões de dólares, e claro, dinheiro não falta para a Seleção.
A Seleção Brasileira é considerada um ótimo produto. É verdade que em algumas exibições amistosas, os contratantes ficaram decepcionados com o futebol apresentado, mas não falta no mundo interesse em acertar jogos amistosos com a CBF.
Mesmo quando não apresenta um futebol de arrancar suspiros, a Seleção garante boas bilheterias e gera ótima receita para os seus anfitriões. Para apresentar-se, raramente deixa de receber menos de US$ 2 milhões. Ninguém sabe ao certo o valor pago pelas exibições da Seleção Brasileira, mas seguramente, é um dinheirão
Diante de tudo isso, tem o direito e até obrigação de escolher o lugar de suas apresentações. É uma grande estrela da modalidade e como tal precisa avaliar os convites sob os mais diversos aspectos. A Seleção não é um timinho qualquer. Eu não aprovo o futebol apresentado pela equipe, mas reconheço que o produto tem aceitação mundial.
Quando decidiu aceitar o convite para jogar no Zimbábue, a CBF deveria ter avaliado o custo desse jogo. O presidente deste país africano está no seu sexto mandado consecutivo, é um ditador. É apresentado como Presidente Executivo, sem precisar consultar ninguém.
Zimbábue convive com um grande caos econômico. Entre suas atitudes mais criticadas está a tomada de fazendas pertencentes a brancos para assentar negros. A situação piora a cada dia em Zimbábue. Direitos humanos? Nem pensar
Robert Mugabe comanda a maior taxa de inflação do planeta e está fazendo do jogo contra a Seleção Brasileira um grande instrumento político. Seu governo é violento com os opositores e apontado como um dos mais corruptos do mundo. É um perseguidor da imprensa e identificado como vendedor de diamantes em seu país para proveito pessoal.
O ditador Mugabe vai usar a Seleção Brasileira. A CBF perdeu a grande chance de dizer NÃO.
WANDERLEY NOGUEIRA
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- O jogador Kaká em jogo do Brasil na final contra Bélgica em 2008 às vésperas de receber seu contrato para sair do brasil
http://enfiadasdebola.blogspot.com/2008/07



